Amor de batedeira



Não quero um amor encomendado.
Daqueles onde meus pais procuram uma boa esposa, e eu sou tratado como um bom partido.

Não quero um amor de ricos, onde eu só sirvo se tiver bens, onde o sentimento aparece quando se é bem sucedido. 

Não quero esse amor engessado, sem dinâmica, sem química, sem sintonia, sem tempero. 

Esse amor forçado, mal engraçado, sem cor. 

O amor é furacão, não se escolhe numa prateleira, ele vem e nos derruba, invade o peito e toma o seu lugar. 

Quero um amor que seja incrível, mas antes, ele tem que me arrebatar. 
Viver no país do não sei, onde estou pra onde vou... 

Um amor que nos deixa aéreos, cria uma terra só nossa. 

Quero um amor que me desafie, que me mude, que me dê medo de perder pra eu não vacilar, mas que me de segurança para acreditar no para sempre. 

Quero um amor salada de frutas, cada vez que o garfo vem a boca, um sabor diferente. 

É possível viver um amor duradouro e novo todos os dias, nisso eu acredito! O amor se renova ao longo dos anos. 

O amor é isso mesmo, uma loucura boa, tudo na batedeira.
Andy Veríssimo Blogueiro

Cristão, publicitário de profissão, teólogo e poeta nas horas vagas. Músico e ministro de louvor, amante de sorrisos, do amor, dos livros e de bacon, é claro. Desde pequeno, sempre escrevi poesias, sempre apaixonado pela escrita decidi colocar alguns desses retalhos num blog.

2 comentários:

  1. "Quero um amor que me desafie, que me mude, que me dê medo de perder pra eu não vacilar, mas que me dê segurança para acreditar no para sempre".
    Perfeito Andy! Como não amar seus escritos?! Parabéns!<3
    Tenho uma pergunta... O que você faz quando enfrenta um bloqueio criativo? Estou passando por isso e é horrível. Eu tento escrever algo mas não consigo, nada flui.
    Me ajuda por favor! ~ Desde já agradeço.
    Fica com Deus Querido Andy.
    Abraço enorme de sua leitora fiel
    Cássia <3

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    1. oie cássia, tudo bem? saudades dos seus comentários por aqui.
      Bom, eu sempre escrevo quando estou inspirado. Nunca forço a escrita. As vezes estou ouvindo uma música, ou estou em silêncio, e os textos vem. Não tem uma receita, mas a dica que eu dou é, escreva quando vier no coração. Pode ser que demore, mas valerá a pena.

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