Duas escolhas para amar



Está bem, eu confesso:
- Não consigo escolher você.

Ainda não pude bater o martelo para te amar.
Eu sei que você vai me perguntar o porquê,
mas essa é uma resposta que eu não tenho.

Você é linda da cabeça aos pés.
Vaidosa e esforçada,
sonhadora e independente,
carinhosa e romântica.

Se falar em ministério,
você tem o seu e sabe bem qual é.
Estuda e trabalha, é excepcional.
Qualquer homem no planeta acharia isso incrível, e eu também assim acho.

Mas eu não consigo te amar.

Percebo que a admiração que eu sinto não é o bastante.
Eu nasci para ser seu amigo, eu acho.
Já tentamos naquele dia, onde um beijo surgiu para matar a dúvida. Tentamos.

E sobre esse beijo?
Perfeito! Eu sei que foi.
Mas... eu não consigo amar você.
Não consigo me apaixonar pela pessoa incrível que você é.

Você é tudo,
mas eu não consigo sentir aquele frio na barriga,
aquela tempestade, aquela epifania.
Eu mesmo já me questionei,
e talvez, realmente eu não seja para você.

Essa seria a única resposta.
Não sou seu.
Sempre acreditei que no amor somamos os ganhos para suprir as faltas e eu sei que seria completo com você, mas falta aquele "tchan".

Falta aquele brilho que me faz perder o sono,
que rouba meus pensamentos,
sem isso eu não consigo.

Na ausência dessa paixão todos os beijos são apenas uma formalidade.
Os elogios são força do momento.

Me desculpe por isso.

Mas acho que existem duas escolhas no amor.
Uma, é aquela da qual não temos controle,
aquela quando os olhares se conhecem,
quando eles conversam sem palavras,
quando o dizer é secreto, e o coração anda distraído.
 

Outra é depois,
quando os dois estão juntos e escolhem permanecer apesar de tudo. 


Amar é também se apaixonar por defeitos.


Andy Veríssimo Blogueiro

Cristão, publicitário de profissão, teólogo e poeta nas horas vagas. Músico e ministro de louvor, amante de sorrisos, do amor, dos livros e de bacon, é claro. Desde pequeno, sempre escrevi poesias, sempre apaixonado pela escrita decidi colocar alguns desses retalhos num blog.

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