Amor de Amigo #2


Olá Pessoal!


          Há duas semanas postei um texto introdutório sobre amizade.
 Hoje gostaria de abordar esse assunto mais a fundo, trazendo uma consciência mais inteligível do que seja ser amigo.

          Para muitos, ou melhor, todos, ser amigo é algo tão natural dentro das relações humanas que as pessoas na verdade vivem alienadas nessas relações sem ter a consciência da responsabilidade que ser amigo implica.

Ser amigo, implica em responsabilidades.

Logo de inicio, não devemos pensar que essa responsabilidade é imposta, porque não é, mas também não devemos pensar que ela não existe.

Em João 15:13, Jesus diz que ninguém, absolutamente ninguém tem maior amor do que este, o de dar a vida pelos seus amigos!

          O amor de amigo, philéu, no original grego, é um amor singelo, simples mas com significado profundo. Perene, tranquilo. Amor que acontece junto, diferente do Érus, que acontece daqui e de lá, o Phileu, decorre junto! Acontece sem cobranças, pelo menos deveria ser assim em muitos casos de amizade exclusivista. O Érus, amor entre um homem e uma mulher, sensual, cheio de fantasias é bem diferente do Philéu, que é simples, mas profundo no significado existencial.




          Posso pensar também na questão da escolha. Hoje vivemos dias onde as pessoas vivem por aquilo que sentem. É bem comum ouvirmos frases do tipo: -Eu senti em meu coração de fazer! Mas, devemos nos lembrar, que fazer o que é certo não está ligado a um sentimento, mas a uma escolha. O amor de amigo, é sim, assim como os outros tipos de amor, um amor que também demanda sacrificio. E posso por assim dizer, um sacrifício ainda maior. Como disse na primeira postagem, temos, por exemplo, familiares que no nosso rol de relacionamentos, estão de fato numa posição muito maior. O amor de amigo, é um amor maior, porque demanda uma escolha muito maior. Amar com a sua vida aquele que está fora. Amar família, é fácil, dar a vida por ela, também. Amar o cônjuge, também, neste sentido é fácil, porque as relações são mais fortes nos seus laços, o envolvimento sentimental é muito maior. Agora, amar e dar a vida por alguém que não é cônjuge nem familiar... aí é uma escolha que demanda um sacrifício muito maior. E outra, o amor que dá a vida, é um amor de doação. Aquele que doa não quer nada em troca, ou seja, é um amor que ama, pelo simples fato de ter escolhido amar, simples e profundo, sem recompensa. Será que o amor de amigo, não seria o amor que o Mestre quisesse que desenvolvêssemos na nossa sociedade? Talvez. 
Podemos pensar que sim, porque Ele morreu por todos, acredito que aqueles que são discípulos devem trilhar os caminho do mestre.

Numa sociedade onde tudo é por interesse, e os homens só pensam em si mesmos, o Mestre nos convida a amar, dando nossas vidas em doação pelo outro. Sem pedir nada em troca. Não seria esse o sentido das amizades, e quem sabe o padrão dos nossos relacionamentos? -Pense!

Valorize mais as pessoas ao seu redor. Deixe as pessoas se aproximarem,se aproxime delas, escolha amar! Os discípulos de Jesus são conhecidos primeiro pelo Temor a Deus, e depois pelo amor. 


Deus abençoe a todos!
Andy Veríssimo Blogueiro

Cristão, publicitário de profissão, teólogo e poeta nas horas vagas. Músico e ministro de louvor, amante de sorrisos, do amor, dos livros e de bacon, é claro. Desde pequeno, sempre escrevi poesias, sempre apaixonado pela escrita decidi colocar alguns desses retalhos num blog.

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